Cinquenta Tons de Cinza

Cinquenta Tons de Cinza

untitledAnastasia Steele e Christian Grey são os personagens principais dessa história “avassaladora” chamada 50 tons de cinza. O filme que teve estréia no Brasil no dia 12 de fevereiro de 2015 é baseado na trilogia escrita por E.L. James, um livro repleto de fantasias sexuais, desejo, intensidade e sadomasoquismo. Sua adaptação, porém, é pobre em afinidade com as alucinações causadas durante a leitura e chega a dar sono de tão puritano.

Antes que atirem a primeira pedra, sou apaixonada por clichês. Não tem nada melhor do que passar o domingo, assistindo aquele romance barato cheio de coisinhas fofas e personagens delicados, acompanhados de um pote de pipoca ou um prato de brigadeiro. Sério, não tem. E foi isso que o filme tentou fazer: virar um romance barato de domingo. E, é aí que entra a onda de críticas tanto vista na internet, pois houve uma quebra de expectativa muito grande.

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Nos primeiros minutos já bate um cansaço porque parece que você correu tanto pra chegar até o pote de ouro, que quando encontra só vê bijuteria. Steele, interpretada por Dakota Johnson, é exaustiva na tentativa de criar a imagem de menininha tímida, virgem e desajeitada. Morde tanto os lábios que até parece algum tipo de toque ou doença. Já o tão aguardado Grey, não é lá aquelas coisas. Logo nos primeiros contatos ele diz que não gosta de romance, porém, não demora muito para apresentá-la à família. Houve uma inversão, o pouco romance do livro ganha destaque maior nas telinhas.

As tão esperadas cenas no quarto vermelho é o que mais desanima de todo o filme, simplesmente porque é a coisa mais importante! A inversão citada anteriormente eu a repito: a “pornografia para mulheres”, como o livro foi definido no lançamento em 2011, se transforma em sexo comportado. Algumas situações chegam a ser engraçadas, como as de Grey fazendo joguinhos em sua sala secreta de calças! Até as falas destoam muito do livro: há pouquíssimos palavrões. E o tapinha na mão de Steele que nem doeu?! (tsc, tsc)

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O problema todo está na adaptação do livro ao cinema. Todo filme que é baseado em livro ou em fatos reais carrega consigo uma responsabilidade muito grande, tanto com a história quanto com os fãs. Não tem como negar que as pessoas vão ao cinema com uma carga de expectativa alucinante quando já conhecem um tiquinho da história, e cabe à direção corresponde-las. É notório que neste caso o filme pecou muito na adaptação. Querendo conquistar um público maior foi reduzida a classificação indicativa e com isso as cenas de sexo explícito,  de dominação e submissão,  de desejo à flor da pele e, enfim, a essência do livro foi reduzida junto à  classificação indicativa da adaptação às telinhas.

 Trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=G9dtQXqPFuE

Sobre o Autor:

Marta Leticia Brito
Marta Leticia Brito 5 resenhas

Futura jornalista, impetuosa, sempre tenta conseguir o que quer, usando diversos meios possíveis. Um tanto quanto emotiva, apela para o lado sentimental das coisas. Tem uma tendência a exagerar quando é contrariada. Leitora constante de romances (baratos ou não) é figurinha carimbada nas salas de cinema, pelo menos uma vez por semana. Geralmente, se envolve tanto nas histórias, que até parece vivê-las

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