Gravidade

Gravidade

Matt Kowalski (George Clooney) é um astronauta americano super experiente que está em sua expedição final antes de se aposentar. Sua última missão tem como objetivo consertar o telescópio Hubble, que foi levado ao espaço em 1990. Em sua equipe temos também a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock), que ao contrário de Matt, está em sua primeira missão espacial.

Enquanto estão terminando os reparos no telescópio, o Controle da Missão em Houston (voz de Ed Harris) informa a equipe, que a Rússia abateu um satélite desativado com um míssil. Esse impacto gerou uma reação em cadeia que provocou uma nuvem de detritos espaciais viajando em alta velocidade indo em direção a nave deles, a Explorer.

Surpreendidos eles são jogados no espaço sideral, sem qualquer tipo de apoio da base terrestre da NASA, que fica sem comunicação. E com isso precisam encontrar uma forma de sobreviver em um local totalmente hostil, sem som, sem oxigênio e sem nenhuma expectativa de ajuda.
De tirar o fôlego. É assim que eu descrevo Gravidade, o mais novo filme do diretor Alfonso Cuarón, que também foi o roteirista junto com seu filho Jonás Cuarón. Nessa história, aonde o cenário é o espaço, o desconforto e o risco constante são provocados o tempo todo ao expectador. 

Cuarón consegue manter o clima de tensão quase que o tempo todo, em um filme aonde a história é bem simples, sem grandes desdobramentos. As imagens também são um espetáculo a parte, tanto pelo visual impressionante do espaço, quanto pelas tomadas usadas as vezes para mostrar a visão da doutora Ryan, o que causou uma certa aflição.

A trilha sonora, feita pelo compositor Steven Price, foi um ponto muito importante no filme, já que no espaço o som não se propaga, colocando a música ou até a falta dela como um aspecto super importante. Eu gostei bastante e posso dizer que a diferença na minha experiência em assistir o filme. Não é a toa que está concorrendo ao Oscar de melhor trilha sonora, melhor edição de som e melhor mixagem de som. Além dessas categorias, o filme concorre também a melhor edição/montagem, melhores efeitos visuais, melhor direção de arte, melhor cinematografia/fotografia, melhor atriz, melhor diretor e melhor filme.

Com relação aos atores, gostei bastante da escolha. Acho que a Sandra é muito boa atriz e fez um trabalho excelente nesse filme. Ela mostra uma doutora inexperiente com seu sentimental abalado, e que passa por momentos de terror e pânico. Clooney também não fez feio, no papel de veterano engraçadinho. Ele é o momento cômico do filme, um astronauta que já está tão acostumado com seu trabalho que faz tudo com tranquilidade e agilidade.
Gostei muito do roteiro, da produção e do filme de uma forma geral. Fiquei o tempo todo aflita com o que ia acontecer aos personagens e acreditem ou não, o início do filme me deu uma sensação de falta de ar impressionante. Recomendo!
Link para trailer: http://goo.gl/lZhRpW
Ouça a trilha sonora do filme: http://goo.gl/NBQb6b

Sobre o Autor:

Renata Araujo
Renata Araujo 298 resenhas

É jornalista por formação, nerd por paixão e cresceu rodeada de livros sendo até proibida de comprar mais por não ter aonde botar. Era figura conhecida na locadora mais próxima, aonde nem precisava se identificar, hoje em dia usa o quarto do namorado como depósito de livros. Adora livros de fantasia, sendo um PotterManiaca, mas não dispensa nenhum gênero. Para filmes prefere os clássicos dos anos 80 e compara qualquer filme com Dirty Dance - Ritmo Quente e O Guarda Costa.

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