Ela

Ela

No que parece ser um futuro distópico conhecemos Theodore Twombly (Joquin Phoenix), um escritor solitário, que vive sua rotina sem muita emoção. Seu trabalho é escrever cartas pessoais, como se fossem feitas a mão, para pessoas que não tem tempo ou criatividade, demonstrando sentimento e emoções. 
Ele não tem muitos amigos e sua vida se resume ao trabalho e vídeo game durante a noite, no qual não parece se divertir muito. Sua vida solitária não gera muitas expectativas e emoções. 
Porém quando Theodore resolve mudar o sistema operacional de seu computador para um mais moderno, sua vida muda. Para sua surpresa esse novo sistema promete ser uma entidade intuitiva e única e ao inicia-lo ele conhece Samantha (Scarlett Johansson), uma voz feminina, sensível e engraçada, que começa a nutrir sua necessidade por qualquer outro tipo de relacionamento humano. 
Tive uma surpresa muito agradável em saber que Spike Jonze, além de diretor também foi o produtor e o roteirista deste filme. Ele que já dirigiu outros filmes como Quero Ser John Malkovich, Adaptação e Onde Vivem os Monstros é conhecido também por dirigir vido clipes com nomes como Chemical Brothers, Daflt Punk, Foo Fighters, REM, Sean Lennon, Weezer, Bjork, Beastie Boys entre muitos outros. Toda essa bagagem fez com Ela se torna-se tão bom.
O filme é incrivelmente bonito. As cenas são muito tocantes e os diálogos chegam quase que a perfeição. É muito impressionantes como Scarlett, mesmo não aparecendo em nenhum momento, fez com que sua presença fosse tão marcante quanto a de Phoenix. Uma das cenas que mais gostei foi quando Theodore leva Samantha a praia. Foi lindo a forma como os dois estavam se divertindo mesmo sem estarem juntos fisicamente. Scarlett conseguiu apenas com sua voz passar mais emoção do que muitos atores com a presença. 
Phoenix também está muito bem no papel do escritor solitário. Seu modo de andar cabisbaixo e as expressões faciais tanto nos momentos de tristeza, quanto nas alegrias, se explicavam automaticamente. 
Além de Phoenix e Scarlett, ainda temos no filme Amy Adms, Olivia Wild, Portia Doubleday e Rooney Mara. São participações pequenas, mas que fazem sentido na trama. Portia, mesmo aparecendo muito pouco, é crucial no filme e Amy está impecável como sempre.

Reparem também na trilha sonora, feita pela banda indie Arcade Fire. As músicas apesar de muito melancólicas, são lindas. The Moon Song, que está na trilha sonora está concorrendo ao Oscar de melhor canção original. Her também está concorrendo a melhor filme, melhor roteiro adaptado, melhor trilha sonora e melhor design de produção.

Her é uma linda, emocionante, inusitada e mágica história de amor entre uma pessoa comum e um sistema operacional inteligente. O que poderia ser super estranho, gera lindos diálogos e cenas de fazer muita gente chorar. Eu adorei e recomendo! 

Trailer: http://goo.gl/JfhkQz
Ouça a trilha sonora do filme: http://goo.gl/wbC5jA

Sobre o Autor:

Renata Araujo
Renata Araujo 298 resenhas

É jornalista por formação, nerd por paixão e cresceu rodeada de livros sendo até proibida de comprar mais por não ter aonde botar. Era figura conhecida na locadora mais próxima, aonde nem precisava se identificar, hoje em dia usa o quarto do namorado como depósito de livros. Adora livros de fantasia, sendo um PotterManiaca, mas não dispensa nenhum gênero. Para filmes prefere os clássicos dos anos 80 e compara qualquer filme com Dirty Dance - Ritmo Quente e O Guarda Costa.

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